
Chegou o momento em que a Igreja convoca mais uma vez os cristãos a uma maior participação nos sofrimentos de Cristo, como possibilidade de auxílio aos pobres. Durante este tempo quaresmal, que une em si as exigências da conversão, da oração, do jejum e da doação, somos chamados à práticas de gestos concretos de fraternidade transformando situações injustas e não cristãs.
Durante a Campanha da Fraternidade deste ano, somos convidados a suscitar o debate sobre a segurança pública e dar nossa contribuição para a promoção da cultura da paz nas pessoas, na família, na comunidade e na sociedade, a fim de que todos se empenhem efetivamente na construção da justiça social que seja garantia de segurança para todos .
Além disso, a Campanha deseja desenvolver nas pessoas a capacidade de reconhecer a violência na sua realidade pessoal e social, a fim de que possam se sensibilizar e se mobilizar, assumindo sua responsabilidade pessoal no que diz respeito ao problema da violência e à promoção da cultura da paz.
Denunciar a gravidade dos crimes contra a ética, a economia e as gestões públicas, assim como a injustiça presente nos institutos da prisão especial, do foro privilegiado e da imunidade parlamentar para crimes comuns.
Também deseja fortalecer a ação educativa e evangelizadora, objetivando a construção da cultura da paz, a conscientização sobre a negação de direitos como causa da violência e o rompimento com as visões de guerra, as quais erigem a violência como solução para a violência.
Denunciar a predominância do modelo punitivo presente no sistema penal brasileiro, expressão de mera vingança, a fim de incorporar ações educativas, penas alternativas e fóruns de mediação de conflitos que visem à superação dos problemas e à aplicação da justiça restaurativa.
Favorecer a criação e a articulação de redes sociais populares e de políticas públicas com vistas à superação da violência e de suas causas e à difusão da cultura da paz.
Desenvolver ações que visem à superação das causas e dos fatores da insegurança e despertar o agir solidário para com as vítimas da violência. Apoiar as políticas governamentais valorizadoras dos direitos humanos.
Nós podemos desenvolver ações em nossas comunidades também, através de serviços de caridade para com as vítimas da violência e seus familiares, promovendo o diálogo com os Poderes Públicos, organizando casas de acolhida ou uma Pastoral de atenção integral à família, fortalecendo as pastorais sociais em geral e, em particular, a pastoral carcerária, aprofundando a presença pastoral nas populações mais frágeis, incentivando programas de governos e entidades civis que atuam no combate às drogas entre outras. Nesse tempo em que nos chamais à conversão, Senhor, que sejamos instrumento de criação de condições necessárias para que todos vivam em segurança, na paz e na justiça que desejais. Amém. – Fonte: http://www.cnbb.org.br/
Nenhum comentário:
Postar um comentário