SÃO JOÃO MARIA VIANNEY, O CURA D’ARS

Lembra-nos o Papa, dos 150 anos da morte desse santo e também conclama os católicos do mundo todo para lembrar, rezar, dentro deste ano, com mais intensidade para os sacerdotes. Por isso o ano sacerdotal! Ao falarmos de sacerdócio, vemos que o sacerdote, por excelência, é Jesus Cristo. Ele foi o primeiro a quem Deus Pai chamou encarnado no seio da Virgem Maria e se fez homem. Nós, homens e mulheres, somos chamados como ele, à vida, e depois a escutar o chamado de Deus para participar na sua Igreja do sacerdócio comum dos fiéis; e, depois, do sacerdócio ministerial ordenado ou, como fazem muitos nos diversos ministérios não ordenados, mas servem na Igreja.

O Papa Paulo VI expressa na encíclica “Popolorum Progressio”, com clareza, esse conceito quando afirma: “A vida toda é uma vocação. Desde o nascimento, temos sido dado a todos, como em germe, um conjunto de atitudes e de qualidades para fazê-las frutificar; o seu florescimento, fruto da educação recebida no próprio ambiente e do esforço pessoal permitirá que cada um se oriente no sentido do destino que lhe foi proposto pelo Criador. Dotado de inteligência e de liberdade, o homem e a mulher são responsáveis pelo seu crescimento, bem como pela sua salvação. Ajudado e às vezes perturbado por aqueles que o educam e cercam, cada um continua sempre sendo - quaisquer que sejam as influencias que exerçam sobre ele - o artífice principal do próprio êxito ou do próprio fracasso” nº 15. A eleição é divina, a escolha é da pessoa, é a missão é o exercício prático da vida. São João Maria Vianney passou em sua vida estes três elementos. Deus o chamou e o escolheu! Embora tenha tido muita dificuldade dentro dos estudos, ele foi perseverante e venceu. Foi ordenado Padre e designado a uma missão para um lugar difícil, que era Ars, um povoado francês ao norte de Lião. Era um dos homens aos quais se aplicou as palavras de São Paulo “Deus escolheu os mais insignificantes para confundir os grandes”. Esse camponês de mente rude, nascido em Dardilly, tinha muita dificuldade nos estudos de filosofia e teologia, a ponto de seus mestres não quererem mais fazer perguntas a ele, pois não sabia responder. É uma lástima, disse um deles ao Vigário geral, porque é um modelo de piedade. “Um modelo de piedade? – exclamou este. – Então eu o promovo e a graça de Deus fará o resto.” Assim, quem poderia pensar que São João Maria Vianney se tornaria um dos mais famosos confessores que a história da Igreja conhece? Ou imaginar naquele bobo “iluminado” os ocultos carismas de santidade. Ars o recebeu e aí foi bem severo mas o povo não se afastou, ao contrário, dez anos depois, Ars estava completamente transformada, tudo pela sua bondade e generosidade. Possuía somente a desbotada batina que tinha no corpo. E era capaz de privar-se de sapatos e meias na estrada, se encontrasse algum pobre infeliz, com quem trocava até as calças se as do mendigo estivessem piores que as suas. Morreu com 73 anos, aos 04 de agosto de 1859. Desde, então, Ars se tornou meta de, até hoje. O Sacerdotal nos invoca ao chamado à vida, ao chamado à vocação, ao trabalho-missão, a refazer as forças nesse pequeno-grande homem humilde, corajoso, perseverante e santo, que é o patrono dos Sacerdotes. Rezemos sempre para os Sacerdotes da nossa Igreja e por todos aqueles que conhecemos. (Pe. Pricilio Jerônimo)
Nenhum comentário:
Postar um comentário