A família, hoje entendida de forma bastante abrangente, é um dos níveis de interação, onde se dão as relações face a face ampliando-as para outros contextos.
A família, assim como a escola, passa a constituir-se em espaços a partir dos quais o indivíduo se desenvolve de forma saudável e comprometida socialmente.

Por quantas vezes nos pegamos falando com um amigo sobre o passado, sobre a nossa infância, nossas brincadeiras simples, humildes, e que sempre traziam um valor, uma aprendizagem. Tais brincadeiras eram sempre acompanhadas por algum adulto, o qual passava as informações para outros pais. Não era nenhum sistema de vigilância, mas algo que ocorria naturalmente pois os adultos tinham esse compromisso e, ao mesmo tempo, essa abertura para discutirem as situações das crianças de seu bairro.
Por vezes era comum alguma criança tomar um “puxão de orelha” do vizinho. E, acreditem, os pais agradeciam. Se o irmão, ou pai não ensinassem a soltar pipas, jogar pião, brincar de pega-pega, os vizinhos o faziam. Traduzir o passado é importante porque traz à tona a idéia de futuro. Basta observarmos hoje como vivem nossas crianças, quais são os valores que estão recebendo, como agimos diante de comportamentos inadequados de filhos do nosso vizinho e, por fim, o que estamos oferecendo para o desenvolvimento das crianças de nossa comunidade.
É preciso uma nova reflexão sobre os caminhos que estamos escolhendo e que vamos colocar à disposição de nossas crianças! Nesse sistema de trocas, num mundo onde se exige, cada vez mais, dedicação ao trabalho e menos tempo aos filhos, resta-nos ajudarmos mutuamente, olhando para o filho do outro e deixarmos que nossos filhos sejam olhados pelo outro....
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