ATENDIMENTO PAROQUIAL

ATENDIMENTO DAS SECRETARIAS
Matriz Bom Jesus
2ªs a 6ªs-feiras - 7h às 17h30
Sábados - 7h às 11h30
* Contatos: telefone 3541-1800
Email: Pbomjesusararas@gmail.com
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Nossa Sra. Dores
2ªs a 6ªs-feiras – 7h30 às 17h15
Sábados - 8h às 12h
* Contatos: telefone 3541-1964
Email: Pbomjesusararas@gmail.com
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ATENDIMENTO DO PÁROCO
Matriz Bom Jesus
4ªs-feiras - 9h. às 11h.
5ªs-feiras - 14h. às 17h.
Sábados: - 9h. às 11h. (incusive p/noivos)

ATENDIMENTOS DIVERSOS
Matriz Bom Jesus
Alcoólicos Anônimos - A.A.
A.A. à 2ªs-f. e Sábados – 20h
Alanon (Gr. Familiar) à 2ªs-feiras - 20h
Centro da Mulher
5ªs-feiras - 19h. - Fonoaudióloga
2ªs, 3ªs, 4ªs e 6ªs-feiras - 19h. - Psicóloga
Gr. Jovens: Domingo (quinzenal) - 9h
Biblioteca S. José
Sábados - 10h às 11h (Quinzenal)
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Nossa Sra. das Dores
Grupo de Oração: 5ªs-feiras - 19h30
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HORÁRIOS DAS SANTAS MISSAS
Matriz Bom Jesus
4ªs, 6ªs-feiras e sábados - 19h
Domingos - 8h e 19h
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Nossa Sra. Dores
de 3ªs à 6ªs-feiras – 07h05
Sábados - 17h30
Domingos - 7h
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4 de abr. de 2010

SEÇÃO CULTURAL

Seção Cultural (dica de livros, histórias, filmes, sites, músicas etc.)
(por Tatiane Borelli)

O ÍNDIO E O DESCOBRIMENTO DO BRASIL
         A história do povoamento indígena no Brasil é, antes de tudo, uma história de despovoamento, pois se é possível considerar que o total de nativos que habitavam o atual território brasileiro em 1500 estava na casa dos milhões de pessoas, hoje mal ultrapassa os 300 mil indivíduos.
         Despovoamento, portanto, eis o primeiro grande traço da história indígena no Brasil, como, de fato, ocorreu nas Américas em proporções gigantescas.
         O conhecimento sobre os nativos da terra foi possível graças aos registros produzidos por viajantes de várias nacionalidades que aqui aportaram desde o século XVI, aos relatórios dos colonizadores e outros estrangeiros, à correspondência dos jesuítas e às gramáticas da "língua geral" e de outras línguas.
       
RELAÇÕES ENTRE NATIVOS E COLONIZADORES
         Os índios reagiram de formas diversas à presença dos colonizadores e à chegada de invasores, como os holandeses e franceses:
                       Alianças com os colonizadores
         O apoio indígena foi decisivo para o triunfo da colonização.
         Com este apoio, entretanto, as lideranças indígenas tinham seus próprios objetivos: lutar contra seus inimigos tradicionais, que, por sua vez, também se aliavam aos inimigos dos portugueses (franceses e holandeses) por idênticas razões, dentre elas:
         - guerreiros temiminós liderados por Araribóia se aliaram aos portugueses para derrotar os franceses na baía de Guanabara, nos anos 1560, que recebiam apoio dos Tamoios.
        - chefe tupiniquim Tibiriçá, valioso para o avanço português na região de São Vicente e no planalto de Piratininga. Combatia rivais da própria "nação" Tupiniquim e os "tapuias" Guaianá, além de escravizar os Carijó para os portugueses.
         - o chefe potiguar Zorobabé, na Paraíba e Rio Grande do Norte. Aliou-se aos franceses, em fins do século XVI, e aos portugueses, tendo sido recrutado para combater os Aymoré na Bahia e até para reprimir os nascentes quilombos de escravos africanos.
        - o potiguar Felipe Camarão, a mais notável das lideranças indígenas no contexto das guerras pernambucanas contra os holandeses no século XVII. Camarão combateu os flamengos, os tapuias e os próprios "potiguares" que, ao contrário dele, se bandearam para o lado holandês, recebendo por isso o título de Cavaleiro da Ordem de Cristo, o privilégio de ser chamado de "Dom" e pensões régias, entre outros privilégios. Diversas lideranças pró-lusitanas receberiam antes e depois de Camarão privilégios similares, criando-se no Brasil autênticas linhagens de chefes indígenas nobilitados pela Coroa por sua lealdade a Portugal.

RESISTÊNCIA AOS COLONIZADORES
         Alguns grupos moveram inúmeros ataques aos núcleos de povoamento portugueses. Dentre estes, os Aymoré, posteriormente chamados de Botocudos, foram um permanente flagelo para os colonizadores durante o século XVI, na Bahia.
          Entre os episódios célebres de resistência ou represália, ficaram registrados:
         - o do donatário da Bahia, Francisco Pereira Coutinho, devorado pelos Tupiniquim, em 1547;
         - o do jesuíta Pero Correa, devorado pelos Carijó, nas bandas de São Vicente, em 1554;
          - o do primeiro bispo do Brasil, D.Pedro Fernandes Sardinha, em 1556, devorado pelos Caeté, após naufragar no litoral nordestino.

                      Alianças com invasores contra os colonizadores
        "Nações" inteiras optaram por se aliarem aos inimigos dos portugueses. Por exemplo:
         - os Tamoio, no Rio de Janeiro, fortes aliados dos franceses nas guerras dos anos 1550-60;
         - os Potiguar, boa parte deles resistiu com os franceses durante algum tempo na Paraíba e atual Rio Grande do Norte, e por ocasião das invasões holandesas em Pernambuco, onde forneceram auxílio aos flamengos, celebrizando lideranças como a de Pedro Poti e de Antônio Paraupaba.